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Polícia Federal deflagra a "Operação Conclave" para investigar fraudes na compra do Banco Panamericano

Foto: Divulgação
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (19) a "Operação Conclave" que investiga possíveis fraudes na compra de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A. (Caixapar). O inquérito apura a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica Federal (CEF), além de investigar possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes.
Cerca de 200 policiais estão cumprindo desde cedo 46 mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. "A decisão ainda determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias de alvos das medidas cautelares. O bloqueio alcança o valor total de R$ 1,5 Bilhão", diz a nota da PF.
De acordo com as investigações, alguns núcleos criminosos foram identificados, entre eles, "o núcleo de agentes públicos, responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos que culminaram com a compra e venda de ações do Banco Panamericano pela Caixapar e com a posterior compra e venda de ações significativas do Banco Panamericano pelo Banco BTG Pactual S/A",
Outro núcleo, o de consultorias, segudo a PF, emitia pareceres para legitimar os negócios realizados. E o núcleo de empresários que, "conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração".
Segundo a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de gestão temerária ou fraudulenta, além de outros delitos que possam vir a ser descobertos. As punições para esses crimes podem chegar a 12 anos de reclusão. O nome da operação fa referência à forma sigilosa com que foram tratadas as negociações e alude ao ritual (Conclave), no Vaticano, para a escolha do papa.

Empresa que comprou Cessna recebeu R$ 75 milhões do governo de Eduardo Campos

Foto: Divulgação
Uma das empresas investigadas como financiadora do avião Cessna Citation PR-AFA, que transportava o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em agosto de 2014, recebeu R$ 87,5 milhões em contratos com o governo do estado entre 2010 e 2016, sendo R$ 75 milhões até 2014, durante o governo de Campos.
Segundo investigações da Operação Vórtex, deflagrada hoje (31/01/17) pela Polícia Federal (PF), a empresa do segmento de equipamentos e construção – cujo nome não foi divulgado – ganhou vários contratos com o poder público estadual, inclusive alguns financiados com verbas do governo federal.
A Vórtex é um desmembramento da Operação Turbulência que investiga a propriedade do avião que transportava o então candidato à Presidência da República e que caiu em Santos, no litoral paulista, matando Campos e mais seis pessoas, em 13 de agosto de 2014, durante a campanha eleitoral.
Segundo o superintendente da PF em Pernambuco, Marcello Diniz Cordeiro, também chama a atenção a evolução das doações para campanhas eleitorais feitas pela empresa a partidos políticos e candidatos, em especial aqueles apoiados pelo ex-governador Eduardo Campos. “As doações partiram de R$ 30 mil em 2006 para R$ R$ 3,8 milhões em 2014”, disse.
A investigação sobre esses contratos e doações começaram após análise de movimentações financeiras das contas de empresas envolvidas na aquisição do avião. Observou-se que quase R$ 160 mil transferidos por uma das empresas investigadas na Operação Turbulência, a Câmara e Vasconcelos Locações e Terraplenagem, haviam sido, na verdade, repassados dois dias antes por uma terceira empresa, que ainda não havia sido alvo da investigação original. A Câmara e Vasconcelos foi uma das compradoras do avião usado por Eduardo Campos na campanha presidencial.
Os quatro sócios da empresa alvo da operação de hoje foram conduzidos coercitivamente para depoimento. Segundo Cordeiro, foram apreendidos também muitos documentos, dispositivos de armazenamento de dados e recibos, “inclusive de depósitos que demonstram forte ligação com o que estamos apurando”, disse. As buscas foram feitas nos bairros de Boa Viagem, Pina e Jaboatão dos Guararapes.
Os envolvidos nas transações poderão responder pelos crimes de corrupção, direcionamento de licitação e lavagem de dinheiro.
O nome da operação – vórtex (ou vórtice) – no jargão aeronáutico é o nome dado ao movimento de massas de ar em formato de redemoinho ou ciclone que geralmente precede a turbulência.

Polícia Federal deflagra a "Operação Pater Criminis"

Foto: Divulgação
A Polícia Federal deflagra na manhã desta terça-feira (20/12/16), a Operação ‘Pater Criminis’, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com fraudes contra a Previdência Social. Os suspeitos envolvidos no esquema recrutavam detentos do Amazonas a participar de fraudes para obtenção do benefício de auxílio-reclusão.
Foram cumpridos três mandados de prisão, três mandados de busca e apreensão e três mandados de condução coercitiva, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas, nas cidades de Manaus e Goiânia. A ação conta com aproximadamente 35 policiais federais.
As investigações indicaram que o grupo criminoso atuava na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus. Após as tratativas com os internos, o outro passo era o recrutamento de mães com filhos menores sem pai registrado.
A partir disso, os agenciadores realizavam os trâmites de reconhecimento voluntário de paternidade em nome dos detentos, efetivando a averbação na certidão de nascimento da criança.
Após, os criminosos requeriam o benefício de auxílio-reclusão com base naquele dependente. O objetivo era receber o período atrasado (retroativo), que, em alguns casos chegavam ao montante de quase R$ 200 mil, valor que seria dividido entre o instituidor do benefício e os agenciadores.
Os criminosos ainda são suspeitos de falsificar a certidão de nascimento, modificando a idade da criança, com o objetivo de permanecer durante um maior período recebendo o benefício.
Outra forma de burlar a lei era a inserção de vínculos inexistentes na carteira de trabalho do interno, como forma de provar sua qualidade de segurado à época da prisão.
No curso das investigações verificou-se que um dos investigados tem antecedentes e até mesmo condenação penal por diversos crimes de estelionato previdenciário. O líder do esquema já foi preso pelo crime de roubo.


Com informações da assessoria

Polícia Federal desarticula quadrilha que atuava no tráfico de drogas em Roraima e Amazonas

Foto: Divulgação
Com a finalidade de desarticular uma quadrilha que atuava no tráfico de drogas entre os estados de Roraima e do Amazonas, a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (16), a Operação ‘Rota 174’, na cidade de Boa Vista, em Roraima. Na ocasião, foram cumpridas 22 mandados de busca e apreensão e 36 mandados de prisão preventiva pela Justiça local.
Os suspeitos estão sendo interrogados e indiciados na Polícia Federal. Após os procedimentos eles vão ser encaminhados ao sistema penitenciário. Até o momento, já foram apreendidos nas residências dos envolvidos, veículos, celulares, anotações, drogas e outros objetos utilizados para o tráfico. Todo o material será analisado e relacionado com as provas do inquérito policial.
De acordo com a PF, as investigações estão sendo realizadas há um ano, e já foram identificados indícios de tráfico de drogas e associação para o tráfico entre os dois estados. Durante esse tempo, mais de 70 quilos de entorpecentes foram apreendidos. Entre as drogas mais comuns estão maconha, cocaína, Ecstasy e LSD.
O nome ‘Rota 174’ foi escolhido por causa da rodovia que liga os estados de Roraima e do Amazonas, que está sendo utilizada como rota para o tráfico interestadual de drogas, alvo da investigação.

Com informações da assessoria

Silas Malafaia é levado pela Polícia Federal para prestar depoimento

Foto: Divulgação
O pastor Silas Malafaia é um dos alvos da Operação Timóteo, que investiga fraudes no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O juiz substituto da 10ª Vara Federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, ordenou que ele fosse conduzido coercitivamente nesta sexta-feira (16/12/16) pela Polícia Federal para ser isolado e, caso queira, prestar um depoimento.
De acordo com informações, o diretor de Procedimentos Arrecadatórios do DNPM, Marco Antônio Valadares Moreira, é um dos principais alvos. Suspeita de receber R$ 7 milhões em propinas, sua evolução patrimonial foi considerada aparentemente incompatível com os rendimentos. Ele é alvo de mandado de prisão temporária, assim como sua esposa.
A PF afirma que “uma liderança religiosa” recebeu valores do principal escritório de advocacia responsável pelo esquema. “A suspeita a ser esclarecida pelos policiais é que este líder religioso pode ter ‘emprestado’ contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores”, afirma comunicado da corporação.
O esquema envolve corrupção em cobranças judiciais de royalties da exploração mineral. A ação mobiliza 300 policiais federais e acontece em 11 estados e no Distrito Federal, com buscas e apreensões em 52 endereços relacionados à organização criminosa. Há 29 ordens de condução coercitiva, 4 de prisão preventiva, 12 de detenção temporária, além de outras para sequestrar 3 imóveis e bloquear valores depositados em bancos que podem alcançar R$ 70 milhões. Os agentes e delegados estão em Brasília, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
Segundo a PF, as cobranças judiciais correspondem a 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e tem como destino os municípios.
O juiz Ricardo Leite determinou ainda que as prefeituras envolvidas suspendam contratações ou pagamento a três escritórios de advocacia e consultoria sob investigação. As provas recolhidas pelas equipes policiais devem detalhar como funcionava um esquema em que um Diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) detentor de informações privilegiadas a respeito de dívidas de royalties oferecia os serviços de dois escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria a municípios com créditos de CFEM perante empresas de exploração mineral.
Segundo a investigação, o grupo se dividia em ao menos 4 grandes núcleos. O setor captador, formado por Valadares e sua esposa, realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema. A área operacional, composta por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa de Valadares, repassava valores indevidos a agentes públicos. O grupo político era formado por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia integrantes do esquema. O núcleo colaborador se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.
A Operação Timóteo teve início em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à polícia uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de Valadares.
O nome da operação é referência a uma passagem do livro de 1ª Timóteo, integrante da Bíblia, no capítulo 6, versos 9 e 10: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos”.


Fonte: Correio Brasiliense
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